Somos Futebol debate Licenciamento de clubes e Fair Play Financeiro

Somos Futebol debate Licenciamento de clubes e Fair Play Financeiro

Reynaldo Buzzoni, Alexandre Rangel, Carlos Aragaki, César Grafietti e Luciano Paciello discutem sobre orçamento e finanças

Somos Futebol 2019 - Licenciamento de Clubes e Fair Play Financeiro - Carlos Aragaki - Sócio do BDO

Créditos: Laís Torres/ CBF

Na tarde desta quarta-feira (24), o Somos Futebol - Semana de Evolução do Futebol tratou de assuntos cada vez mais frequentes nos bastidores das entidades esportivas em todo o mundo: licenciamento de clubes, orçamentos, balanços e fair play financeiro. Para debater os temas,  a CBF convidou Reynaldo Buzzoni, diretor de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF; Alexandre Rangel, Sócio da E&Y; Carlos Aragaki, sócio da BDO; César Grafietti, economista e consultor especializado em esportes; e Luciano Paciello, consultor de finanças do Palmeiras. 

Reynaldo Buzzoni, Diretor de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF Reynaldo Buzzoni, Diretor de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF
Créditos: Laís Torres/CBF

Abrindo as palestras, Reynaldo Buzzoni mostrou um pouco do trabalho que vem sendo realizado dentro da CBF. De acordo com o Diretor de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF, os estudos do licenciamento começaram em 2015 e iniciaram em 2016, com fatores que motivaram a implementação dos ajustes, envolvendo a situação dos clubes, como débitos tributários persistentes e estádios inadequados, por exemplo.

César Grafietti, Economista e Consultor Especializado em Esportes César Grafietti, Economista e Consultor Especializado em Esportes
Créditos: Laís Torres/CBF

Seguindo, Cesar Grafietti explicou um pouco sobre o fair play financeiro e sua história, além dos pilares como controle de gastos, do dinheiro de fora e contas em dia. 

– É uma oportunidade relevante para gente passar para a indústria do futebol tudo que está sendo feito. Então um evento como esse trás transparência e divulgação homogênea para todos os participantes – analisou o consultor. 

Não só aqui no país, mas em todo o mundo o assunto Fair Play Financeiro está cada vez mais em pauta no dia a dia dos clubes e das confederações. Para Grafietti tratar desse assunto de uma forma presencial com os clubes é essencial. 

– Eles serão avaliados. Então ter o clube do nosso lado ouvindo o que a gente está fazendo e participando da construção do projeto é fundamental para que seja implementado e de forma corretamente – concluiu. 

Carlos Aragaki, Sócio da BDO Carlos Aragaki, Sócio da BDO
Créditos: Laís Torres/CBF

Carlos Aragaki continuou com o debate. O sócio da BDO, entre outros aspectos na palestra, mostrou como a CBF poderá corroborar com os aspectos financeiros dos clubes em etapas: Identificar os principais gaps (falhas) contábeis; apresentar as melhores práticas contábeis; apresentar um modelo de demonstração financeira completo com notas explicativas e, por fim, receber as demonstrações financeiras elaboradas pelos clubes para revisão da BDO antes de ser publicado e devolver com comentários de ajustes a serem efetuados. Ou seja, um processo completo. 

– A estrutura e as finanças equilibradas fazem com que o clube tenha receita e consiga contratar. Contratando, ele melhora o espetáculo. Melhorando o espetáculo, a torcida vem e as receitas aumentam – ressaltou Carlos, em entrevista exclusiva para o site da CBF. 

Alexandre Rangel, Sócio da E&Y Alexandre Rangel, Sócio da E&Y
Créditos: Laís Torres/CBF

Seguindo a tarde de palestras orçamentárias, Alexandre Rangel, Sócio da E&Y, analisou os desafios dos clubes com a gestão do fluxo de caixa, imprevisibilidade das receitas, cessão dos direitos federativos de alguns atletas por valores abaixo do mercado, maior exigência regulatória, como o PROFUT, e a necessidade crescente de investimento. 

– Eventos como esses são bons, pois essa mensagem, a explicação de como tem que ser feito, o estágio da evolução e tudo aquilo que vai ser implementado pode chegar não só aos clubes, mas também a sociedade para que possam entender melhor e cobrar melhor uma boa gestão dos clubes – comentou Alexandre. 

Luciano Paciello, Consultor de Finanças do Palmeiras Luciano Paciello, Consultor de Finanças do Palmeiras
Créditos: Laís Torres/CBF

Finalizando as apresentações antes do intervalo Luciano Paciello, consultor de Finanças do Palmeiras, mostrou como foi  a participação dele no processo de reestruturação do Palmeiras desde 2013, com o clube na segunda divisão do Brasileiro, sem crédito no mercado e antecipando receitas. 

– O mais importante foi ter sido o claro o que deveria ser realizado. Independente do prazo que, na ocasião eram de dois anos, tudo que foi feito foi pensando na instituição. Se os benefícios aconteceriam em um, dois, três ou quatro anos não importava, o que importava era fazer a coisa certa – relembrou o consultor. 

Após as palestras, os cinco se sentaram ao lado de Vanessa Riche, mediadora do evento, para um debate aberto sobre os temas da tarde. 


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