José Colagrossi analisa impacto das mídias sociais

José Colagrossi analisa impacto das mídias sociais

No segundo dia do Somos Futebol, diretor do Ibope Repucom abre debate sobre o tema "Promoções e transmissões esportivas na era digital" na sede da CBF

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Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Abrindo o tema "Promoções e transmissões esportivas na era digital", o diretor do Ibope Repucom, José Colagrossi analisou o impacto das mídias sociais no futebol. No auditório da CBF, nesta terça-feira (9), o especialista falou sobre o poder do engajamento dos fãs com a revolução digital.

– Nos últimos 35 anos vivenciamos quatro revoluções. A revolução do computador, a do celular, a da internet e a revolução das mídias sociais. Elas mudam a forma como as pessoas se relacionam. Mudam o comportamento das pessoas em relação a tudo e com o esporte não é diferente – introduziu o palestrante.

Entre as principais mudanças ocorridas pela revolução das mídias sociais, José Colagrossi destacou o engajamento dos fãs. Segundo o palestrante, o torcedor passou de um mero espectador passivo para um "player" ativo com voz, rosto, opinião e atitude.

– Todos nós somos mídias, todos nós influenciamos, todos nós podemos ser o protagonista nas nossas atividades. Basta ter um pouco de talento, muito tempo, perseverança e saber utilizar as plataformas que estão no nosso celular/computador. Um aluno meu definiu que o interessante das redes sociais é que elas permitem o exercício da paixão. E é exatamente isso. Através das redes sociais, podemos exercitar a paixão em sua plenitude. Tudo isso pode ser aplicado perfeitamente no futebol. O torcedor utiliza essas plataformas de um modo extremamente importante – avaliou.

Especialista em pesquisas, José Colagrossi incrementou a análise com dados coletados junto aos internautas. Entre os números apresentados, o diretor do Ibope destacou que 82% dos internautas buscam informações sobre esportes na internet via celular/smartphones e 73% acessam a internet enquanto assistem esportes pela tv.

– A verdadeira revolução que acontece hoje em dia não é uma revolução de consumo ou de atitude. O que realmente mudou na nossa vida é que a informação hoje não tem mais dono – concluiu José Colagrossi