Conte promove mudança de estilo de jogo da Itália

Conte promove mudança de estilo de jogo da Itália

Técnico, que alternou momentos de queda e ascensão até assumir a Azurra, tornou estilo da sua seleção, antes mais defensivo, com maior intensidade de ataque

Antonio Conte Antonio Conte
Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Antonio Conte foi jogador de futebol bem-sucedido, inclusive campeão da Liga dos Campeões da Europa pela Juventus. Defendeu também a seleção do seu país, até encerrar a carreira em 2004. Dois anos depois, trocou de posição no futebol, passando a ser treinador, inicialmente em equipes de menor expressão - chegou a ser demitido - até encontrar o auge na função com o scudetto italiano pelo Juventus nas temporadas 2011/2014.

O currículo vitorioso o levou à seleção italiana em 2014. Com a experiência adquirida como jogador e técnico, Conte iniciou uma reformulação no sistema de jogo da Azzura, que teve como "selo" durante muitos anos a marcação homem a homem, deixada para trás há algum tempo, mas que continuou preponderantemente defensiva.

Conte continuou o processo de mudança implantando um maior equilíbrio entre as duas funções: defensiva e ofensiva. De início na Copa do Mundo de 2014, jogou no sistema 3-5-2, passou pelo 4-3-3, pelo 4-2-4, até chegar ao atual 3-4-3. Tudo isso em função das características de jogo dos adversários, o que obriga a alternância de esquemas.

As mudanças, na verdade, perseguiam - e caminharam - para o verdadeiro objetivo, que era fazer a seleção italiana voltada para a busca de uma intensidade de ataque, sem esquecer, logicamente, as obrigações de marcação.

Para tanto, Conte considera fundamental a retomada da posse da bola. Boa parte dessa retomada é feita no campo do adversário, quando o time busca atacar com o mínimo de cinco jogadores. A recomposição para a defesa, perdida a bola, também deve ser feita com os mesmos cinco jogadores. 

– Tentamos atacar com a maior intensidade possível. O resultado é que temos um índice 15 chutes a gols por partida. E, em termos de perigo ofensivo, somos a primeira seleção na Europa, com 65 pontos, cinco a mais do que a Alemanha, 11 a mais do que a Espanha e 13 a mais do que a Bélgica, as outras três mais bem colocadas.

Conte ainda não conseguiu nenhum título com a seleção italiana. Mas vem colhendo progressos táticos que são percebidos em todas as categorias de base da seleção da Itália, que são coordenadas por ele, e que adotam o mesmo sistema tático da seleção Principal. Os progressos na Azzurra principal também são evidentes, sob o comando de Conte, conforme ele demonstrou no gráfico apresentado no seminário.

– A Itália se classificou em primeiro lugar no Grupo H da Euro 17, invicta, com sete vitórias e três empates

O técnico italiano agradeceu o convite e elogiou a iniciativa da CBF em promover A Semana de Evolução do Futebol. Enalteceu ainda a estrutura de comissões técnicas das seleções do Brasil, composta de observadores e de analistas de desempenho, o que de uma maneira se repete na Itália. Conte identificou outro ponto em comum com a Seleção Brasileira, dessa vez para se queixar: o pouco tempo de preparação e dias de treino antes dos jogos. 

Assista a todo debate da manhã de segunda-feira (25) da Semana de Evolução do Futebol, com Dunga, Antonio Conte e Levir Culpi: