Leonardo Gaciba apresenta resultados do VAR na Brasil Futebol Expo

Leonardo Gaciba apresenta resultados do VAR na Brasil Futebol Expo

Em curso na Brasil Futebol Expo, Presidente da Comissão de Arbitragem expõe números e fala sobre o desempenho do árbitro de vídeo no futebol brasileiro

FOTOS QUARTO DIA BRASIL FUTEBOL EXPO 2019.

Créditos: Matheus Tripoli/CBF

A arbitragem esteve em pauta na manhã do quarto dia da Brasil Futebol Expo, em São Paulo. Com a presença do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, os alunos puderam entender um pouco mais da realidade da arbitragem brasileira.

O curso falou especificamente da introdução da tecnologia na arbitragem brasileira. A chegada do árbitro de vídeo, que começou a ser utilizado em competições nacionais durante a Copa do Brasil de 2018, mudou a forma como se faz arbitragem no país. Neste ano, a novidade chegou ao Brasileirão e o futebol brasileiro hoje é líder no mundo em partidas com VAR: são 454 por temporada.

Estou muito contente com o grande interesse do público em geral e, acima de tudo, com o retorno que o árbitro de vídeo está recebendo do público. Prova disso é o nosso stand sempre cheio e a plenária lotada. Estou achando muito interessante. Ontem nós passamos e tinham mais de 300 pessoas aqui no stand do árbitro de vídeo e mais de 300 pessoas experimentaram essa sensação. Quando sentam ali e dão uma experimentada, eles veem que a coisa não é tão simples assim quanto parece. Acho que o árbitro de vídeo veio para ficar. É uma grande revolução no futebol realmente e todo mundo está interessadíssimo, porque todo mundo nota a importância que ele tem hoje e não para a arbitragem brasileira, mas para o futebol brasileiro como um todo nessa correção dos erros capitais.

Ex-árbitro de Copa do Mundo, Carlos Eugênio Simon hoje é comentarista dos canais FOX Sports. Ele esteve ao lado de Jorge Rabello, da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, e de Fernando França, Diretor de Tecnologia e Informação da CBF, para falar sobre esse o novo paradigma que se criou.

Contemporâneo de Gaciba, que hoje comanda a arbitragem de longe dos gramados, Simon vê com bons olhos a forma como o futebol brasileiro tem abraçado o projeto do VAR.

- Em primeiro lugar eu fico lisonjeado e agradecido por ter sido convidado aqui representando a Fox Sports e parabenizo o Rogério Caboclo, Presidente da CBF. Ontem já estive aqui e participei de algumas plenárias, grandes craques do futebol nacional, internacional, técnicos, imprensa. Eu acho muito valioso. Eu acho que isso é importante nesse retomada do crescimento do futebol brasileiro. Hoje nós falamos aqui, eu acabo de falar, o Leonardo Gaciba, Jorge Rabelo e o Leandro França, que é o da tecnologia da CBF sobre o VAR, a utilização do VAR. Eu sou extremamente favorável a uma ferramenta que veio para ficar, participei desse processo enquanto instrutor da FIFA em 2011, ai parei de apitar em 2010 e 2012 eu fui contratado no Fox Sports e estou há 7 anos como analista de arbitragem. Eu acho que a CBF está no caminho certo. Nós temos que evoluir tanto dentro do campo, quanto fora do campo. E para isso a comissão de arbitragem está se empenhando ao máximo. O Gaciba é uma pessoa competente e tem um enorme trabalho pela frente. O VAR veio aí para legitimar o resultado dos jogos - destacou Simon.

O uso da tecnologia não é um desafio somente para os árbitros. Montar a estrutura por trás desta ferramenta é parte essencial do projeto, que busca dar mais justiça ao jogo. São várias câmeras, fios e conexões para garantir uma decisão correta e rápida.

Diretor de TI da CBF, Fernando França falou sobre o tamanho do desafio para fornecer a infraestrutura necessária para a realização do projeto.

Hoje o VAR está mostrando 98% de acerto em campo e isso aí não tem no mundo um número tão alto desse. Você vê que o nosso trabalho de tecnologia é bem árduo, exatamente para garantir essa tecnologia. Lembrando que o Brasil não é só um país, é um continente. Então a CBF está investindo muito. Nosso Presidente Rogério Caboclo não está medindo esforços e nem valores financeiros para que a gente faça um mapeamento e leve toda essa tecnologia em cada estádio onde acontece uma partida de futebol - avaliou França.