CBF é destacada entre as 650 maiores empresas do país pelo Jornal Valor Econômico

CBF é destacada entre as 650 maiores empresas do país pelo Jornal Valor Econômico

Pela primeira vez participando da publicação, entidade ocupa a posição 649 no estudo, que avaliou os balanços financeiros de 1.139 empresas do país.

Valor1000 - 2020 Valor1000 - 2020
Créditos: Divulgação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está consolidada entre as 1000 maiores empresas do país, de acordo com o Anuário Valor 1000 divulgado nesta sexta-feira, 30, pelo Jornal Valor Econômico. A entidade ocupa a posição número 649 no ranking geral, que avaliou os balanços financeiros de 1.139 empresas no país. O Anuário Valor 1000 é um dos mais tradicionais estudos econômicos brasileiros e está em seu vigésimo ano de publicação ininterrupta.

Classificada no setor de Serviços Especializados, a CBF foi também destaque entre as 20 empresas de todo o ranking com maiores índices de liquidez corrente, ficando em 18° lugar, com um indicador de 6,23 pontos, o que lhe garantiu também o primeiro lugar nesse quesito em seu setor. A liquidez corrente reflete a equação entre o ativo circulante e o passivo circulante, ou seja, demonstra a capacidade da entidade de saldar seus compromissos de curto prazo.

Ainda dentro do setor de Serviços Especializados, a CBF foi a quinta colocada no item “Cobertura de juros”, que calcula o Ebitda sobre as despesas financeiras, e a décima na avaliação da “Margem da Atividade”, que é o lucro da atividade sobre a receita líquida.

“A posição destacada da CBF neste ranking reflete o compromisso com uma gestão eficiente e transparente, em prol do desenvolvimento do futebol brasileiro. Esse desempenho financeiro responsável permite que venhamos aumentando a cada ano o nosso investimento em caráter nacional e com forte componente equalizador”, afirma Rogério Caboclo, Presidente da entidade.

CBF em 649º lugar no Anuário Valor 1000 de 2020 CBF em 649º lugar no Anuário Valor 1000 de 2020
Créditos: Reprodução

De acordo com a combinação de índices avaliados pela publicação, em 2019 a CBF apresentou uma variação positiva de 48% na sua receita líquida (R$ 868 milhões no total) e de 265% em seu lucro líquido (R$ 190 milhões no total). Para seu ranking, o Valor 1000 considera a receita operacional líquida das empresas, desconsiderando por exemplo, os valores provenientes de receitas financeiras.

Metodologia

Apresentados há 20 anos, os números consolidados e o ranking final das empresas que compõem o anuário Valor 1000 são resultado de um esforço coletivo de tratamento, tabulação e análise de dados que envolve profissionais do Jornal Valor Econômico, da Serasa Experian e do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAE).

As equipes responsáveis analisam de forma padronizada um conjunto de oito indicadores contábeis e financeiros a partir dos dados fornecidos pelas empresas, como forma de jogar luz sobre os diferentes aspectos da operação, definir o ranking final e os destaques dos 25 setores de atividade que compõem o anuário.

Os oito indicadores têm pesos diferentes para a elaboração do ranking final. O mais relevante é a receita líquida, o que ajuda a determinar o porte da companhia, com peso 2,5. Em seguida, aparecem a margem final (que mede o Ebitda sobre a receita líquida), com peso 2, e a rentabilidade do patrimônio (medida do retorno aos acionistas), com peso 1,5.

Receita e investimento recordes em 2019

A CBF registrou receita e investimento recordes no ano passado. A receita total foi de R$ 957 milhões, o que representou um aumento de 43,3% em relação a 2018. Este número foi alcançado, especialmente, pela elevação de três fontes de receitas da entidade: patrocínios, direitos de transmissão e comerciais e Fundo de Legado da Copa do Mundo de 2014.

Mais da metade desse montante foi aplicada direta e indiretamente no futebol. Dos R$ 535 milhões investidos pela CBF em 2019, destacam-se os R$ 215 milhões aplicados no custeio das Seleções Principal, Feminina e de Base e os R$ 320 milhões investidos na realização de competições de clubes e no fomento do futebol em todos os Estados brasileiros.

Combinando os anos de 2017, 2018 e 2019, os valores aportados superam R$ 1,37 bilhão.

O superávit do exercício foi de R$ 190 milhões, o que reflete um aumento de 265% em relação ao ano anterior.

Somando-se todos os encargos sociais e tributos federais, estaduais e municipais, a CBF recolheu aos cofres públicos o montante de R$ 189,6 milhões ao longo do exercício de 2019.

O ativo total da CBF ao final de 2019 foi de R$ 1,248 bilhão, um crescimento significativo em relação ao valor de R$ 1,046 bilhão registrado no ano de 2018. Antes de serem aprovados em Assembleia Geral, os números foram submetidos à auditoria independente e ao Conselho Fiscal da entidade. Em ambos, houve aprovação sem ressalvas.