Lesões: especialistas falam sobre o assunto

Lesões: especialistas falam sobre o assunto

Gustavo Arliani, Carlos Andreoli, Flavio Faloppa, Marcio Tanure, Ivan Grava e Gustavo Maglioca falaram sobre lesões nos membros superiores, tronco e bacia

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Flavio Faloppa

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Flavio Faloppa

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Flavio Faloppa

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Flavio Faloppa

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Flavio Faloppa

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Flavio Faloppa

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Marcio Tanure

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Marcio Tanure

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Marcio Tanure

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Marcio Tanure

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Marcio Tanure

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Marcio Tanure

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Marcio Tanure

III Simpósio de Educação Continuada da CNMF - Marcio Tanure

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Na abertura do 3º Simpósio de Educação Continuada da Comissão Nacional de Médicos do Futebol (CNMF), nesta terça-feira (24), os médicos Gustavo Arliani, Carlos Andreoli, Flavio Faloppa, Márcio Tannure, Ivan Grava e Gustavo Maglioca comandaram o módulo de palestras com o tema "Lesões nos membros superiores, tronco e bacia".

Coordenador do grupo, Dr. Gustavo Arliani, especialista em traumatologia do esporte, foi o primeiro palestrante. O médico falou sobre a epidemiologia das lesões no futebol do Brasil. Arliani chamou atenção para a importância dos bancos de dados com mapeamentos das lesões dos jogadores. Para ele, esses dados são importantes na hora de poupar ou não um jogador, e também em decisões estratégicas como contratação de atletas. 

– No ano passado, a gente conseguiu realizar através de software desenvolvido pela própria CBF, a coleta de números e informações de lesões ocorridas nos jogos do Campeonato Brasileiro das Séries A e B. Baseados nisso, chegamos a alguns números. O número total de lesões na Série A foi de 299 lesões, em 380 jogos, com uma média de 0,79 lesões por jogo e um total de 15 lesões para cada clube. Na Série B, 318 lesões em, também, 380 jogos, e uma média de 0,84 lesões por jogo e 16 lesões para cada clube. Dá, praticamente, uma lesão a cada duas rodadas, um número substancial.

Depois, o Dr. Flavio Faloppa, presidente do Conselho Gestor do Hospital Universitário da UNIFESP, falou sobre lesões do cotovelo e mão no futebol. O médico chamou atenção para o fato de que lesões que envolvem punho e mão chegam a 25%. Esse número é muito grande porque, diante de um trauma, o atleta vai se defender nas quedas, principalmente, apoiando mão e punho. Faloppa também ressaltou a alta incidência de lesões nas categorias abaixo dos 18 anos. Além disso, o especialista explicou todos os tipos de lesões que podem ocorrer, seus níveis de gravidade e seus tratamentos adequados. 

– As lesões nos membros superiores são frequentes, mas a maioria não impede o atleta da prática do futebol, e o diagnóstico adequado é importante para evitar sequelas. 

O médico do Clube de Regatas do Flamengo, Márcio Tannure, falou sobre lombalgia. O médico afirmou que a dor lombar é a segunda maior causa de consulta médica e a terceira maior de cirurgia. Além disso, ele explicitou que 70 a 80% dos atletas apresentam lombalgia, entretanto, 85% conseguem se recuperar com tratamento que inclui, também, avaliação individual e treinamentos funcionais específicos. 

– É uma patologia que, às vezes, a gente acha que é banal, mas a gente consegue ver a relevância e a importância dela. 

Sobre pubalgia, falou o médico do Sport Club Corinthians Paulista, Ivan Grava. Ele explicou os diferentes estágios de dor: no estágio um, a dor inicia logo após o jogo ou qualquer atividade. No estágio dois, já se inicia durante o jogo ou treino. No estágio três, logo no início da atividade física e, no estágio quatro, no repouso ou durante as atividades diárias. A respeito do tratamento da lesão, ele explicou:

– No tratamento, nós vamos levar em consideração aquela classificação (estágios de dor), e, de acordo com o estágio que o atleta apresenta, nós vamos ter um tempo de reabilitação para ele. Normalmente, o período inicial é com anti-inflamatório. O tempo de repouso vai depender do estado clínico dele e, nesse caso, precisa ter uma equipe multidisciplinar de reabilitação para poder fazer todo o trabalho de reequilíbrio muscular e reabilitação ao esporte. Hoje em dia, o tratamento cirúrgico é raro - tranquilizou o médico.

Por fim, o médico da Sociedade Esportiva Palmeiras, Gustavo Maglioca, falou sobre a importância das avaliações na pré-temporada e durante as competições. Pensando em maximizar as perfomances e minimizar as ausências, Maglioca destacou o papel dos médicos do esporte em avaliar e controlar a saúde dos jogadores. Além disso, explicou todos os quesitos biomédicos envolvidos nesse processo e ressaltou a importância das avaliações funcionais e individuais durante toda a temporada. 

– Deve-se aproveitar a pré-temporada para montar uma base de segurança e para fazer projeção de aproveitamento de cada atleta.

O programação do evento continua durante a terça-feira (24) e termina nesta quarta (25). São 8 módulos com diferentes temas da área médica esportiva como tratamento de lesões, doping, concussões e fraturas.

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