Seminário discute futebol e cidadania na infância em Porto Alegre

Seminário discute futebol e cidadania na infância em Porto Alegre

Entre os diversos assuntos discutidos, esteve em pauta a metodologia empregada em atividades práticas de crianças e adolescentes

Workshop de Futebol e Adolescência Workshop de Futebol e Adolescência
Créditos: Noêmia Sousa

Na tarde deste sábado, em porto Alegre, a CBF realizou um seminário para discutir o papel do futebol na formação de adolescentes e cidadãos. O congresso foi aberto com falas de Francisco Noveletto, vice-presidente da CBF, e Walter Feldman, secretário-geral da CBF, e de Luciano Hocsman, presidente da Federação Gaúcha de Futebol.

Em seguida, foi a vez de Diogo Netto, Gerente de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da CBF, dissertar sobre o CBF Social e o projeto Gol do Brasil. A iniciativa consiste em trazer o futebol como instrumento para ensinar importantes lições de cidadania para jovens brasileiros. A metodologia foi criada com base nas dez habilidades para a vida, que são um conceito criado pela ONU para que um jovem se desenvolva.

Fisioterapeuta das categorias de base do Grêmio, Jorge Gionco falou sobre o trabalho realizado na padronização na área de saúde e trabalho de prevenção. Entre os principais assuntos estiveram a gestão de riscos na área da saúde e o controle de lesões. Durante sua explanação, o profissional compartilhou alguns dos relatórios e dos trabalhos realizados pelas categorias de base do Tricolor Gaúcho.

- Nós trabalhamos junto com a parte de performance. O preparador físico atua na fase de transição, para fazer com que esse atleta que veio ao clube fique muito próximo do que aquele que já está jogando em meio de temporada.

Coordenador do CBF Social, Bruno Rosell falou sobre as diferenças necessárias para treinamentos em distintas situações de sua evolução. Os parâmetros modernos para a metodologia que deve ser usada nas categorias de base, como espaço, número de jogadores, regras, que baseiam os exercícios para evolução dos atletas.

- Estou aqui para falar sobre quando e como treinar. Lembrem-se disso: vai aplicar um treinamento, pense no que deve ser feito para o seu garoto. E não fique com preguiça: atuem para que o garoto não memorize de forma errada.

Na sequência, tomaram a frente três responsáveis pelo futebol do Juventude, clube de Caxias do Sul, no interior gaúcho. Gerente das categorias de base do Juventude, Lúcio Rodrigues destacou o papel social que cada equipe acaba cumprindo, mesmo que involuntariamente.

- Querendo ou não, os clubes de futebol são grandes ONGs. Não somos associações com fins lucrativos. O que a CBF faz, é o que fazemos com as nossas clínicas de futebol, com a captação de talentos - destacou.

Além de Lúcio, participaram também Osvaldo Pioner, Diretor Geral de Futebol do Juventude, e Andréia Pozzan, psicopedagoga do clube. Ela aproveitou para sinalizar alguns dos caminhos que precisam ser construídos na hora de lidar com jovens no futebol, especialmente os que vêm de situações de vulnerabilidade.

- Temos que despertar no menino ou na menina uma formação mais completa, que não envolve só futebol. É necessário criar uma relação de confiança, para que ele não se feche. É preciso conhecer como é a vida dele fora do futebol.

O seminário foi encerrado pela fala de Camila Orlando, auxiliar técnica do time feminino sub-18 do Internacional. Antes disso, porém, todos os presentes foram brindados com uma história de vida para lá de singular. Frank e Clóvis Damasceno, filhos do torcedor que ficou conhecido como "Gaúcho da Copa", contaram as aventuras que formaram e que foram causadas pelo sonho de seu pai. Os dois participaram de uma homenagem momentos antes de Brasil e Honduras se enfrentarem neste domingo, no Beira Rio.