Seminário debate futebol como ferramenta de paz

Seminário debate futebol como ferramenta de paz

Evento realizado na sede da CBF, em parceria com a UNODC, discutiu o potencial do esporte na prevenção ao crime e proteção de jovens brasileiros

Seminário CBF Social e ONU

Seminário CBF Social e ONU

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Seminário CBF Social e ONU

Seminário CBF Social e ONU

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Seminário CBF Social e ONU

Seminário CBF Social e ONU

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Seminário CBF Social e ONU - Desembargador Siro Darlan

Seminário CBF Social e ONU - Desembargador Siro Darlan

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Seminário CBF Social e ONU

Seminário CBF Social e ONU

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Com um debate rico e inspirador no auditório da CBF, no Rio de Janeiro, o Seminário de Responsabilidade Social, Prevenção ao Crime e Proteção de Jovens no Contexto do Esporte foi encerrado, nesta terça-feira (31), ressaltando o potencial transformador do futebol na vida dos jovens brasileiros. Realizado pelo CBF Social em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime - UNODC -, o evento abordou as potencialidades do esporte como agente de paz e de proteção das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Na parte da tarde, o tetracampeão mundial Jorginho abriu os trabalhos da mesa "Desafios e oportunidades para programas de habilidades para vida no contexto esportivo juvenil", que também contou com a troca de experiências do professor Cyro (implementador da metodologia "Vamos Nessa" na Vila Olímpica do Vidigal) e do gerente de Desenvolvimento Técnico, Responsabilidade Social e Sustentabilidade da CBF, Diogo Netto.

Durante a apresentação do projeto social "Bola na Frente", Jorginho falou sobre suas inspirações e desejos de mudar a realidade da comunidade na qual cresceu, em Deodoro. 

– Eu sabia que poderia transformar a minha comunidade. E graças a Deus, consegui tocar esse projeto. O futebol transformou a minha vida, mas eu fui um atleta de alto rendimento... Como transformar a vida daqueles jovens que não chegarão lá? Se juntarmos o esporte social, com cultura e qualificação profissional a gente pode fazer muita coisa pela juventude. Vou continuar sonhando com um país e uma cidade diferente – revelou Jorginho, que teve o discurso reforçado por Cyro.

– Jorginho é um cara que foi inspirado e agora inspira. Não só como um jogador profissional, como jogador de futebol, mas como transformador da vida das pessoas. Inspirações que nascem através de exemplos dentro das comunidades. É preciso dar ferramentas para que novos agentes motivadores possam surgir para transformar a vida das pessoas – complementou o professor Cyro.

Por fim, o Seminário alertou para a necessidade de garantir a "Proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes no esporte". Mediado por Carlos Nicodemos, da Associação de Ex-Conselheiros e Conselheiros da Infância, a última mesa de debates contou com a presença de Augusto Souza (UNICEF), Thais Toledo (ACESSOSS), Fernando Fernandes (Assistente Social do Santos), Maristela Eleutério (Assistente Social do Botafogo) e o Desembargador Siro Darlan. 

Após o vídeo apresentado por Augusto Souza, o tema sobre a violação dos direitos das crianças na busca pelo sonho de se tornar jogador profissional de futebol foi abordado pelos integrantes da mesa-redonda. Destacando a responsabilidade de todos, o Desembargador Siro Darlan reforçou o papel do esporte não só como uma ferramenta de desenvolvimento, mas como um direito dos jovens.

– Cada brasileiro tem a tarefa de ser cuidador. De ser curador de toda a criança. Independente de estar ou não sob sua responsabilidade. No futebol, compete a todos os clubes capacitar os profissionais que atuam com crianças e adolescentes. É bom que todos os clubes assumam essa responsabilidade de formar uma equipe técnica. É importante para dar atenção aos seus atletas. Mas é importante que interajam também com os conselhos tutelares – ressaltou.