Atletas cursam Licença B da CBF Academy e projetam a carreira pós-campo

Atletas cursam Licença B da CBF Academy e projetam a carreira pós-campo

Elias, Diego Ribas, Rafael Moura, Willian Arão, Juan, Fabinho e Filipe Luís cursam Licença que permite atuar como treinador em Categorias de Base.

Ex-jogadores e atletas em atividade recebem declaração de participação na Licença B da CBF Academy Ex-jogadores e atletas em atividade recebem declaração de participação na Licença B da CBF Academy
Créditos: Valentina Rêgo Monteiro/CBF Academy

A carreira de um atleta de futebol não é das mais longevas, mas, para os que não conseguem ficar longe dos gramados, não são poucas as opções para atuar no esporte mesmo após o encerramento da carreira de jogador.

Pensando nisso, Elias, Diego Ribas, Rafael Moura, Willian Arão, Juan, Fabinho e Filipe Luís estão cursando a Licença B da CBF Academy, que qualifica e certifica o aluno para atuar enquanto treinador em categorias de base. Na última quarta-feira (13) o grupo concluiu a parte prática da Licença, que consiste em aulas no campo para demonstração e execução das atividades propostas.

A Licença B é o segundo degrau na formação de técnicos da CBF Academy. A unidade educacional da CBF ainda conta com as Licenças C, A e PRO de Futebol, bem como diversos outros cursos voltados para as áreas técnica e de gestão e negócios.

“Eu tenho o sonho de ser treinador um dia. Eu preciso da Licença para poder ser treinador, mas, ao mesmo tempo, eu preciso aprender a ser treinador. Eu sei ser jogador, sei como funciona a parte individual. Agora falta aprender a parte coletiva e como faz para entender o futebol como um líder”, disse Filipe Luís, que hoje atua como lateral esquerdo no Flamengo, mas que nunca escondeu o planejamento pós-carreira como técnico de futebol.

Estudioso da bola, ele definiu como essencial o processo de se capacitar para esta profissão. “Você aprende todas as partes que o treinador precisa pra se formar desde fisioterapia, preparação física, até as regras do jogo”, declarou. O jogador completou ressaltando a oportunidade que o curso dá de debater com outros alunos e professores, o que contribui de forma significativa para a evolução de cada um.

Diego Ribas, companheiro de equipe de Filipe desde os tempos de Atlético de Madrid, compartilha do mesmo sonho do amigo. Curioso, disse estar cursando a Licença pois conhecer sobre o futebol o instiga. Assim como Filipe, Diego optou por iniciar o curso antes de encerrar sua carreira porque acredita ser importante ganhar tempo. Ambos aproveitaram o período de pandemia para se matricular já que poderiam assistir as aulas de forma remota, evitando conflito com os horários de treino.

Perguntado sobre o que mais o marcou no curso até o momento, ele não hesitou: “Gostei muito da parte que fala da organização sistêmica, da integração das áreas, como fazer pra que todos trabalhem em harmonia e cada um potencialize o departamento do outro, sendo o mais eficiente e eficaz possível. Eu dou muito valor também para a parte humana. Acho que elas têm que caminhar junto, tanto o conhecimento de detalhes de números, mas também essa parte de pessoas, gestão, e em alguns momentos do curso eu puder ver uma maneira e técnica pra fazer isso de forma mais eficiente. São situações que trazem muita riqueza pra mim”.

Mesmo que o objetivo do curso seja formar treinadores, não são todos que optam por seguir este caminho. Ainda assim, a Licença não deixa de ser uma porta de entrada para os que estão em busca de conhecimento. É o caso de Rafael Moura, que está em dúvida se deve seguir pelo caminho da gestão ou do comando técnico. “É de suma importância você ter conhecimento de todas as áreas enquanto você pensa em ser gestor, porque você vai ter que conversar com a sua comissão técnica, com preparação física, com o treinador, staff da diretoria... você tem que pelo menos ter um nível básico de conhecimento em todas as funções”, disse o jogador que atualmente está sem clube, mas ainda não encerrou sua carreira como atleta.

Ao falar sobre seu momento atual, ele diz considerar importante ter o conhecimento passado na Licença enquanto ainda atua como jogador para ter uma visão sistêmica e um entendimento maior do jogo. Rafael Moura também julga indispensável iniciar esta formação antes de encerrar a carreira para que não se perca tempo de entrar no mercado.

Enquanto He-Man fez seu primeiro curso, em 2014, na área de Gestão, Elias começou fazendo o Programa de Formação de Executivos de Futebol da CBF Academy enquanto ainda jogava e, agora, está fazendo a Licença B. “Eu ainda não tenho perspectiva de ser técnico. Acho que eu estou vivendo uma nova fase, então é sempre bom estar aprendendo”, disse o ex-volante.

Ele também iniciou a formação enquanto ainda jogava, e disse recomendar a todos os seus antigos companheiros que engatem a profissão na sequência, mas, para isso, que já iniciem os cursos e estudem bastante.

Ao falar sobre a experiência na Licença, Elias deu destaque à troca de informação entre os alunos. “O online é bom porque ganha tempo, mas estando presente a gente consegue debater mais, sentir, olhar nos olhos dos professores e alunos. Durante todo o curso, mas principalmente no presencial, a gente vê opiniões diferentes e eu acho que o mais importante é o respeito. A gente vê conflitos de opiniões, mas a gente tem que respeitar porque o futebol não é uma ciência exata”.

Os sete atletas/ex-atletas estão em processo de formação, cada um de olho no seu objetivo final. Apesar disso, o desejo é comum: aprender, aprender e aprender.


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