Estaduais servem de impulso para carreira da arbitragem feminina

Estaduais servem de impulso para carreira da arbitragem feminina

Após oportunidades e boas atuações nos estaduais, árbitras e assistentes cumprem pré-requisitos para integrarem o quadro nacional da Arbitragem da CBF

I Curso de Regional para Árbitras e Assistentes da Confederação Brasileira de Futebol.

Créditos: Laura Zago

Os campeonatos estaduais são grandes palcos para a descoberta de "novos talentos". Sempre tem aquele jogador promissor, o técnico que se destaca, e também (por que não?), a árbitra ou a assistente que é revelada após boas atuações. Em todos esses exemplos, todos buscam o mesmo objetivo: chegar à elite do futebol brasileiro. Nesta quinta-feira (18), começou em Blumenau (SC), o 1º Curso Regional para árbitras e assistentes da CBF, a iniciativa reúne profissionais dos três estados da região Sul. Entre as 21 participantes, oito já figuram no quadro nacional da arbitragem e aturam, neste ano, nos campeonatos de primeira divisão dos seus estados e colecionaram bons desempenhos.

 

Para atingir o nível que possibilite atuar em competições de âmbito nacional, como os Campeonatos Brasileiros Feminino e Masculino, o profissional da arbitragem precisa estar no quadro da Arbitragem da CBF. Para isso, necessita ter atuado em, pelo menos, cinco jogos da primeira divisão do estado em que é federado, passar nos testes físicos específicos - as exigências são diferentes para competições femininas e masculinas - e também ter boas atuações no histórico. 

- O ano de 2019 começou excelente para mim! Eu atuei em quatro jogos do Campeonato Catarinense e conclui os critérios que faltavam para me habilitar para o quadro nacional de árbitros. A dificuldade para nós mulheres é conseguir passar nos testes com índices masculinos, como a Comissão de Árbitros está exigindo e acredito que de forma coerente. É difícil sim, mas não é impossível - revela Charly Derreti, que está participando  do Curso de árbitras e assistentes da CBF. 

Estaduais servem de impulso para carreira da arbitragem feminina Estaduais servem de impulso para carreira da arbitragem feminina
Créditos: Beto Lima / Arquivo Joinville EC

Assim como Charly, a assistente Gizele também está credenciada para atuar em competições nacionais. Neste ano no estadual catarinense, participou de sete jogos, entre eles um duelo em que as duas atuaram juntas, o jogo entre Avaí x Chapecoense, pela última rodada da fase de grupos. 

- Eu vejo que essas oportunidades vieram após muito trabalho. A gente vem procurando o nosso espaço, trabalhando bastante com treinamento físico, teórico, sempre bem na ponta do lápis. Estou muito feliz com esse momento da minha carreira, é uma grande oportunidade de crescimento e esse curso só para agregar a arbitragem feminina - confessa Gizele. 

1º Curso Regional para árbitras e assistentes da CBF 1º Curso Regional para árbitras e assistentes da CBF
Créditos: Laura Zago

Durante a abertura do curso, o novo presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Leonardo Gaciba, mandou um recado para as postulantes a uma vaga na elite da arbitragem e também no quadro nacional. 

- Aproveitem muito a experiência para compartilhar o conhecimento de vocês. É um projeto muito bacana, a Comissão de Arbitragem está olhando para vocês de maneira especial, não porque são mulheres, mas pela competência de vocês. Dentro da nossa Comissão de Arbitragem queremos dar oportunidade para quem tem merecimento e não vai existir diferenciação - afirmou Leonardo Gaciba. 

O 1º Curso Regional para árbitras e assistentes da CBF acontece até o próximo domingo (21), no Sesi Blumenau, Santa Catarina. Além de seguirem o estudo continuo das regras de jogo, as árbitras e assistentes passarão por testes físicos, treinamento de campo, introdução ao árbitro de vídeo (VAR), e também terão aulas de psicologia esportiva. 

 


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