Análise do VAR: Corinthians (SP) x Cruzeiro (MG) - Supercopa Feminina Betano 2024

Análise do VAR: Corinthians (SP) x Cruzeiro (MG) - Supercopa Feminina Betano 2024

Atuação do árbitro assistente de vídeo na partida entre Corinthians (SP) x Cruzeiro (MG), pela final da Supercopa Feminina Betano 2024

Análise do VAR - Supercopa Feminina Betano 2024 Análise do VAR - Supercopa Feminina Betano 2024
Créditos: CBF

A Comissão de Arbitragem da CBF divulgou, nesta segunda-feira (19), a atuação do árbitro assistente de vídeo (VAR) em Corinthians (SP) x Cruzeiro (MG), pela final da Supercopa Feminina Betano 2024. Confira a seguir o conteúdo disponibilizado de forma didática ao público do futebol:

Supercopa Feminina: Corinthians (SP) x Cruzeiro (MG) - Final

CHECAGEM

Situação Protocolar: Checagem de gol

Decisão: Após checagem o VAR concorda com a decisão do campo de impedimento

 

Regra 11 - IMPEDIMENTO

Um jogador em posição de impedimento quando a bola for tocada* por um companheiro de equipe será punido somente se chegar a participar do jogo de forma ativa, ao:

• interferir no jogo por tocar em uma bola passada ou tocada por um companheiro; ou
• interferir em um adversário ao:
• impedi-lo de jogar ou ter condições de jogar a bola por claramente obstruir o campo de visão do adversário; ou
• disputar a bola com o adversário; ou
• claramente tentar tentar tocar em uma bola que se encontrar próxima de si quando essa ação afetar um adversário; ou
• executar uma ação que claramente afete a possibilidade de um adversário toca a bola.
ou
• obter vantagem por tocar na bola ou interferir em um adversário quando a bola:
• tiver desviado ou tocado nas traves, no travessão, em um membro da equipe de arbitragem ou em um adversário;
• tiver como origem uma defesa deliberada feita por qualquer adversário.

* Deverá ser considerado o primeiro ponto de contato ao tocar na bola.
Não se considerará que um jogador em posição de impedimento obteve vantagem quando receber a bola de um adversário que tocou deliberadamente nela, incluindo com um toque de mão deliberado, a menos de que se trate de uma defesa deliberada do adversário.

REVISÃO

Situação Protocolar: Revisão de gol

Decisão: Após revisão a árbitra invalida o gol por infração de mão

 

Regra 12

Tocar a bola com a mão ou braço

Com a finalidade de determinar com clareza as infrações por toque na bola com a mão, o limite superior do braço se alinha com o ponto inferior da axila. Nem todos os contatos da mão ou do braço de um jogador com a bola constituem uma infração.

No entanto, cometerá uma infração o jogador que:
• tocar na bola com sua mão ou seu braço deliberadamente; por exemplo, deslocando a mão ou o braço na direção da bola;
• tocar na bola com sua mão ou seu braço quando estes ampliarem o corpo do jogador de maneira antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural quando a posição de sua mão ou seu braço não for consequência do movimento do corpo nessa ação específica ou não puder ser justificada por esse movimento. Ao colocar a mão ou o braço nessa posição, o jogador assume o risco de que a bola acerte essa parte de seu corpo e de que isso constitua uma infração;
• marcar um gol no adversário:
- diretamente com a mão ou o braço, mesmo que em uma ação acidental, incluindo por parte do goleiro da equipe atacante;
- imediatamente depois de a bola tocar na mão ou no braço, mesmo que de maneira acidental.

Princípios do VAR

1. A tecnologia de vídeo só será usada para corrigir erros claros e incidentes não vistos nas situações pré-definidas e que podem mudar o rumo do jogo:

- Gol ou não gol;

- Pênalti ou não pênalti;

- Cartão vermelho direto

- Erro de identificação (o árbitro adverte ou expulsa o jogador errado).

2. A decisão final será sempre do árbitro.

3. Os Árbitros Assistentes de Vídeo (VARs) são membros da arbitragem e qualquer informação fornecida ao árbitro por um VAR será tratada da mesma forma que uma informação recebida de uma árbitro assistente, árbitro assistente adicional ou do quarto árbitro.

4. O árbitro sempre tomará sua decisão independentemente da existência dos VARs, ou seja, o árbitro não pode não tomar uma decisão, remetendo a situação ao VAR. Se o árbitro decidir não paralisar o jogo devido a uma possível ofensa, a decisão (de permitir a continuação do jogo) poderá ser revisada. Em raras ocasiões o árbitro pode consultar o VAR. Por exemplo, ao pedir para identificar o jogador que deve ser punido.

5. A decisão original tomada pelo árbitro não será alterada, salvo se a revisão pelo vídeo mostrar que a decisão foi claramente errada.

6. Só o árbitro poderá iniciar uma revisão. O VAR (e os demais membros da arbitragem) só poderão recomendar que o árbitro faça uma revisão.

7. Seja qual for o processo de revisão, não pode haver pressão para que uma decisão seja revisada rapidamente, pois a precisão é mais importante que a pressa.

8. Os jogadores e a equipe técnica não podem ficar ao redor do árbitro, nem tentar influenciar sua decisão, ou no processo de revisão. O jogador que usar o ‘sinal de revisão’ de modo ostensivo dever ser advertido (cartão amarelo).

9. O árbitro deverá permanecer ‘visível’ o máximo possível durante o processo de revisão, para garantir transparência.

10. Se o jogo continuar após um incidente revisável, qualquer medida disciplinar tomada ou exigida durante o período pós incidente não pode ser cancelada, ainda que a decisão original seja alterada (com exceção de advertência ou expulsão por parar um ataque promissor ou uma chance clara de gol).

11. Há limites – antes da decisão e depois de um incidente – para que uma revisão possa ser feita.

12. Na medida do possível, o protocolo VAR visa cumprir os princípios e a filosofia das Regras do Jogo.

Protocolo do VAR

As Leis do Jogo

Sobre as leis do jogo, é importante ressaltar o seguinte trecho das Regras do Jogo (IFAB/CBF, 2023-2024):

1. A autoridade do árbitro

Todos os jogos são disputados sob o controle de um árbitro, que tem total autoridade para
cumprir as regras do jogo.

2. Decisões do árbitro

O árbitro tomará suas decisões segundo seu critério e de acordo com as regras e o “espírito do jogo”. As decisões terão por base a própria opinião do árbitro, que tem o poder discricionário para tomar medidas adequadas no âmbito das regras do jogo.

Regras do Jogo (IFAB/CBF, 2023-2024)

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