Superando obstáculos até chegar à Seleção
- 09/11
- 17:44
- Seleção Brasileira
Diego Alves faz seu primeiro jogo como titular na Seleção Brasileira no amistoso contra o Gabão
Vida de goleiro nunca foi fácil. Treina mais do que os companheiros, pode fazer 20 defesas difíceis, salvar o time até o minuto final, fechar o gol com cadeado. Mas se leva um no desconto e vem a derrota, o mundo cai. Todos esquecem o que foi feito de bom.
- Só vão falar do gol que você tomou. O herói vira vilão em um segundo.
As palavras são de Diego Alves, goleiro da Seleção Brasileira que começa amanhã contra o Gabão o seu primeiro jogo com a camisa 1 do Brasil.
- Mas por que escolheu então ser goleiro, arriscar-se a sair das partidas como vilão?
- Sempre quis ser goleiro, achava bonito. Era a época também do Taffarel, do Zetti, acabou influenciando.
Desde as divisões de base do Botafogo de Ribeirão Preto, passando pelo Atlético Mineiro, aonde chegou ainda júnior, até chegar ao futebol espanhol, no modesto Almeria, Diego Alves teve de superar obstáculos para conseguir o seu lugar e seus objetivos como o de ser convocado para a Seleção Brasileira.
No Atlético, em menos de um ano se tornou titular. Negociado para a Espanha, viu-se à frente de um desafio ainda maior: ser o primeiro goleiro brasileiro a atuar na primeira divisão do campeonato espanhol.
- Não digo que houve preconceito, mas certa desconfiança em relação ao goleiro brasileiro. Mas isso acabou sendo bom, pois me obrigou a me adaptar rapidamente. E consegui.
Tanto conseguiu que suas grandes atuações pelo Almeria acabaram levando-o à Seleção Brasileira, convocado por Dunga várias vezes para amistosos e jogos das Eliminatórias.
Foi convocado também por Mano Menezes, na primeira chamada para treinamentos em Barcelona, mas nunca entrou em campo como titular da Seleção Brasileira. A oportunidade chegou, e Diego Alves espera aproveitá-la como sempre fez, na vida e na carreira.
- Não se consegue avançar sem muito treinamento e dedicação. É o que tenho feito desde que comecei no futebol.
O bom momento na vida e na carreira pode ser traduzido pela transferência para o Valencia e pela chegada de Luca, o primeiro filho, nascido no dia 4 de novembro e com o qual Diego teve pouquíssimo tempo de convívio, já que viajou para o Gabão.
- Estou morrendo de saudade dele. Não está sendo fácil, mas é por uma boa causa, a Seleção Brasileira.

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