O cenário não poderia ser mais apropriado. O evento promovido pela CBF que tornou oficial a unificação dos títulos brasileiros aconteceu nesta quarta-feira no Itanhangá Golf Clube, o local no Rio de Janeiro em que a Seleção Brasileira treinou nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970, a do tricampeoanto mundial no México.

Daquela campanha inesquecível estavam presentes dois personagens mais do que representativos: Pelé, que saiu do Itanhangá exibindo seis medalhas no peito, o que o torna o jogador que mais conquistou títulos brasileiros, e o presidente de honra da FIFA João Havelange, o presidente da CBF no tri do México.

O evento começou com uma explanação do jornalista, escritor e pesquisador Odir Cunha, autor do dossiê que fundamentou a unificação dos títulos.

O presidente João Havelange disse que estava vivendo um momento de gratas recordações de uma época em que como presidente da então CBD teve a oportunidade de criar uma competição de verdadeira dimensão nacional, como a Copa do Brasil em 1959.

O presidente Ricardo Teixeira, o autor da chancela que legitimou os campeões brasileiros de 1959 a 1970, disse que a CBF não estava fazendo favor algum com a medida; antes, estava promovendo uma ato de justiça e de resgate da história de um período de ouro do nosso futebol.

- A CBF está na verdade passando a limpo um passado glorioso do nosso futebol.  Os grandes craques que foram campeões brasileiros jamais pediram esse reconhecimento. Nem precisava. O reconhecimento teria que vir da nossa parte.

O ato final marcou bem a grandiosidade do evento. Os presidentes de Bahia (representado pelo presidente da Federação Baiana Ednaldo Rodrigues), Botafogo (Maurício Assumpção), Cruzeiro (José Perrela), Fluminense (Peter Siemsen), Palmeiras (Salvador Hugo Palia, primeiro vice-presidente) e Santos (Luiz Álvaro de Oliveira) receberam as taças, medalhas e as faixas de legítimos campeões brasileiros.